Charles propõe títulos para salvar Amazônia

crédito foto: SRZD

O príncipe Charles propôs ontem que os países desenvolvidos apoiem a conservação de florestas em regiões tropicais emitindo títulos a serem comprados por investidores privados, fundos de pensão e seguradoras, para gerar recursos que mantenham as matas em pé.


Em pronunciamento no Palácio Itamaraty, cujo título era Menos de 100 meses para agir, o príncipe elogiou o Brasil pela criação do Fundo Amazônia e pelo combate ao desmatamento, mas advertiu que as dificuldades criadas pela atual crise econômica "serão nada se comparadas aos efeitos totais do aquecimento global".


O príncipe de Gales se reuniu com empresários e com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, com quem acertou que sua equipe voltará ao País para discutir detalhes da proposta. "Em essência, estamos propondo uma maneira de injetar capital privado nas nações com florestas tropicais", disse Charles, que discursou para uma plateia de britânicos e brasileiros, ao lado da mulher, a duquesa da Cornuália, Camilla Parker-Bowles.


"A ideia é simples. Investidores - e talvez mais provavelmente fundos de pensão e companhias de seguro, com as quais tenho trabalhado por algum tempo e que procuram oportunidades de investimento a longo prazo - poderiam comprar um título que seria subscrito por países desenvolvidos. As receitas da venda dos títulos poderiam ser gastas ajudando as nações com florestas tropicais a desenvolver a economia sem destruir matas."


Charles reconheceu que a Amazônia é parte do "território soberano" do Brasil, mas ressaltou que, como em todos os contratos de negócios, o pagamento se daria com base em resultados. "Quanto mais florestas fossem salvas, mais os países receberiam", explicou.


O dinheiro, disse, seria dado, não emprestado, como pagamento aos países com florestas tropicais pelos serviços prestados ao ecossistema. A proposta, segundo ele, tem apoio do Banco Mundial, de ONGs e governos. A proposição foi desenvolvida por sua organização, The Prince?s Rainforests Project."É uma ideia que precisa ser aprofundada. Pode ser uma contribuição muito positiva", disse Coutinho. O príncipe pediu que ele colocasse a capacidade técnica do BNDES para analisar o projeto, conjuntamente com uma equipe britânica, que retornará em breve ao Brasil.
fonte: Estadão.com.br

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