Jirau:Deputados criticam Sibá Machado e Camargo Corrêa




Após as criticas do governador de Rondônia, Ivo Cassol e a vez da Assembléia Legislativa do Estado repudiar a forma que o Consórcio Energia Sustentável do Brasil trabalha na construção da usina de Jirau (pelo novo projeto a usina não é mais em Jirau e sim na ilha do Padre, um deslocamento de aproximadamente de 10 quilomêtros rio abaixo).



Em sessão plenária na Casa de Leis, o deputado Tiziu Jidalias (PMDB), líder do Governo, criticou o ex-senador do Acre, Sibá Machado e a empresa Camargo Corrêa. Na ocasião encaminhou requerimento verbal ao presidente da Assembléia Legislativa , para que sejam convocados na próxima semana os diretores da Camargo Corrêa para prestar esclarecimentos sobre o fato de 89% da mão-de-obra de técnicos da usina serem de São Paulo e Rio de Janeiro e pelo fato de estarem comprando madeira de Minas Gerais.



Os deputados Miguel Sena (PV) e Amauri dos Santos (PMDB), na oportunidade, solicitaram que a Comissão de Fiscalização e a Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa estejam fiscalizando a Jirau. Para o líder do Governo, o governador Ivo Cassol foi muito sensato por ter cassado temporariamente a licença de Jirau. “Temos um governador arrojado, que pegou o helicóptero e foi bater no canteiro de obras de Jirau”, destacou.



Ao afirmar, como empregador, que todos os dias têm visto milhares de desempregados em Rondônia, Jidalias disse que o assusta saber que o ex-senador do Sibá Machado, o mesmo que quis tomar uma parte de Rondônia à força, estar trabalhando no consórcio da Usina de Jirau, prejudicando o Estado através da Camargo Corrêa, uma empresa que está brincando com a situação do desemprego. “Nossos madeireiros tiveram que fazer demissões e agora essa empresa está importando madeira de Minas Gerais ao invés de comprar de Rondônia”, comentou.



Segundo o deputado, o Governo Federal disse que não podemos derrubar uma árvore em Rondônia. “Agora veio e fechou a única jazida de calcário que temos nos estado dizendo que estava prejudicando o meio ambiente. Nós, de boa fé, concordamos com a construção dessas usinas desde que 70% da mão-de-obra fossem de Rondônia e eles quebraram esse acordo. Agora vem a Camargo Corrêa comprar madeira de Minas Gerais. Nossas madeireiras mandando gente embora por causa da operação da Polícia Federal “Arco de Fogo”. Agora as únicas madeireiras que estão trabalhando documentadas, não venderam madeira para a Jirau porque a empresa resolveu comprar em Minas Gerais. Quero registrar nesta tribuna minha nota de repúdio à Camargo Corrêa. Ainda há tempo da empresa corrigir toda essa covardia que está fazendo com o povo de Rondônia”, frisou.



Em aparte, o deputado Jesualdo Pires (PSB), falou que já havia denunciado a ingerência de Sibá Machado. “Hoje temos dois consórcios: o de Santo Antonio (que está fazendo tudo direitinho) e Jirau. Desde o ano passado tem a mão dele (Sibá Machado) interferindo nessa situação. O consórcio Jirau hoje está agindo contrariando todos os acordos que fizeram com Rondônia”, falou Jesualdo.



O deputado Valter Araújo (PTB) aproveitou para salientar que já solicitou da empresa a relação dos contratados para trabalhar na usina e já faz 90 dias e não obteve resposta. O presidente da Assembléia Legislativa, Neodi Carlos (PSDC) disse que o Poder Legislativo tem mecanismos necessários para fazer com que cumpra.


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