Os números mudaram o desmatamento não

Não há nada o que comemorar com a redução de desmatamento na Amazônia, anunciada na semana passada pelo ministro de meio ambiente, Carlos Minc. Enquanto os governos fazem festa com os 72% de declínio nas derrubadas (de outubro e novembro de 2009 comparado com 2008), os ambientalistas mais críticos veem a situação como um ‘efeito natural’. O governo federal atribui a queda às operações de fiscalização e controle realizadas com diversos órgãos ambientais. Os ambientalistas analisam a situações por três motivos; as áreas de desmatamento reduziram por que não tem mais nada o que desmatar, pelo longo período de chuvas e as falhas do Sistema de Detecção do desmatamento em Tempo Real (Deter) que não consegue visualizar a floresta em época de muita nuvem, como acontece no inverno amazônico.


Sem hipocrisia! Realmente houve um aumento nas fiscalizações ambientais, mas sucumbiram na questão política. Um bom exemplo, Flona Nacional do Bom Futuro, a maior operação de ambiente do Brasil travou e virou moeda de troca entre o governo estadual e federal. A ação feita para retirar cerca 35 mil cabeças de boi pirata e remanejar a população de 3,5 mil habitantes e tentar salvar o que resta da flona (hoje 30% da Bom Futuro já foi desmatada) foi por água abaixo. Não podemos deixar de citar as licenças ambientais liberadas aos avessos por toda a Amazônia nos últimos anos, tudo para alimentar o sonho quase pesadelo das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Mais importante para os mandatários são as construções de usinas, estradas etc. Agora pare e pense onde ficam nessa história os povos amazônicos e a sustentabilidade da região? Não se engane eles sempre estarão em segundo plano.


A verdade é que os números de redução de desmatamento são fajutos, feito simplesmente para cumprir o que manda o figurino. No meio ambiente nada mudou continuamos a desmatar mais, a poluir mais e gastar mais recursos naturais. Veja o que está acontecendo com os nossos igarapés, verifique pelas rodovias aonde ainda existe floresta, pois tudo foi alterado pelos pastos e gados. Não se iluda com os dados governamentais, a necessidade exige mudança rápida, lembre-se é a nossa existência que está em jogo e se não fizermos nada uma hora a natureza vai nos cobrar!


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