S.O.S Clima!

Nos últimos meses, os brasileiros têm convivido com um forte periodo chuvoso provocando desastres ambientais, derramando lágrimas, destruindo casas, sonhos e vida em todas as partes deste país. Em Rondônia a fúria da natureza também está trazendo o caos, devido as chuvas a dengue assola todo estado e os dias são manchetiados repentinamente com inundações. Ontem mais uma vez Porto Velho amanheceu debaixo d’água. As fortes águas que caíram destruíram casas e móveis, contribuíram para aumentar o número de desabrigados e causar ainda mais estragos nos asfaltos e nas ruas da Capital. Em um bairro antigo de Porto Velho, a Defesa Civil já alerta para o risco eminente de desabamento.

O fato considerado catastrófico para população denuncia mais uma vez a ocorrência de acontecimentos de ordem natural que em momentos anteriores atingiam a cidade com menor intensidade. Alia-se a isso, a falta de planejamento urbano e habitacional das maiores cidades brasileiras, uma vez que as autoridades locais negligenciam o crescimento descontrolado de casas e favelas em encostas, expondo os próprios moradores ao risco de acidentes e morte.

O problema ficou mais sério com as mudanças climáticas alertada desde 2007 por cientistas de todo mundo que previam um cenário onde um aumento na "freqüência (ou proporção do total da incidência de chuvas relativa à chuvas torrenciais) de 'eventos de forte precipitação'" era "muito provável", ou seja, mais de 90% provável. Infelizmente os estudos e o alerta feito no relatório do Painel Intergovernamental para Mudança Climática da ONU (IPCC, na sigla em inglês) não foi levado a serio pelos governos. Em Rondônia a mudança no clima pode alterar o regime térmico (temperatura) e das chuvas afetando a vegetação e aumentando o índice de doenças tropicais é o que diz Marcelo Gama, Meteorologista da Sedam (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental) “pode haver alterações na vegetação, elevar o índice de doenças tropicais e acontecer eventos extremos como a seca da Amazônia em 2005”.

É verdade que não podemos interromper os efeitos das emissões já feitas de gases de efeito estufa. Mas nós podemos influenciar o futuro. Para evitarmos mudanças radicais de temperatura, é preciso agir agora. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis – como a energia do vento e do Sol –, reciclar o lixo, melhorar o transporte público e estimular o uso de combustíveis limpos – como o álcool e o biodiesel.
Mas combater as mudanças climáticas não significa apenas reduzir as emissões de gás carbônico, precisamos também usar técnicas de conservação e de estoque de água, evitando-se ao máximo o desperdício, a proteção do solo por meio da plantação de árvores, o deslocamento de populações situadas em locais vulneráveis para locais seguros, o maior controle e acompanhamento de doenças sensíveis ao clima e a diminuição da dependência de combustíveis fósseis. Esses são apenas alguns exemplos de medidas que podem ajudar na mitigação e na adaptação às mudanças climáticas. É preciso decidir quais as metas mais eficazes e viáveis para combater e se prevenir contra os impactos das mudanças climáticas. O mais importante é agir rápido!

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