De Ônibus, morrer se preciso for, matar nunca, mas de ônibus for.

“É sempre melhor ser otimista do que ser pessimista, até que tudo de errado, o otimista sofreu menos” (Armando Nogueira).



Às 18h20 estou na parada de ônibus numa interminável espera. Posso nesse instante, que parece infinito, sonhar, viajar até cansar.
Em torno de 18h45 adentro o “transporte público”, sempre sento no fundo daquele ônibus sujo e deteriorado para observar as outras pessoas, companheiros de viagem. Ao meu lado jovens conversando sobre o cansaço que é trabalhar e estudar, na frente velhinhos, que quase sempre discutem política ou maus tratos da idade. E nessa hora, vem a minha cabeça que como cidadão, como futuro jornalista, como cristão, posso até não mudar o mundo, mas posso contribuir para melhorar e que pessoas, como eu, tenham no mínimo condições necessárias de viver bem.
Chego no centro, exatamente na praça do Baú, por volta das 19h20, lugar que mistura Las Vegas com Hollywood em dia de Oscar. Os ambulantes dão o tom de Vegas, a sujeira o tapete vermelho do Oscar, o aglomerado de gente os atores e as atrizes desse filme sem fim, que com certeza ganhará todos os prêmios possíveis.
Após aproximadamente meia hora nesse lugar, um ar de alivio, enfim irei para o destino final, comigo sobem dezenas e dezenas de pessoas na já “lotada” lotação. Percebo dessa situação uma analogia ao hino de Rondônia. Podendo descrever que a apoteose deste rincão, sim trabalha febrilmente, mas não com orgulho e nem exaltando nem enquanto nos palpita o coração.
Estando dentro da sufocante “Mad Maria Busão”, busco ar e um pouco de espaço, contando os segundos para chega aonde quero. Nesse espaço de tempo onde se mistura diferentes raças, cores, credos e suor. Vejo risos, ouço gargalhadas, parece tão normal aquela situação, que até acabo me acostumando, a ponto de até esquecer que estava espremido como uma sardinha enlatada, bem que disseram que o homem se adapta ao meio.
No meio da viagem da minha Mad, descem os primeiros passageiros, dando espaço para me aproximar de alguns amigos da faculdade e poder comentar como o Ulisses estava lotado. Mas um pouco à frente da para avistar a Faro, fico a porta esperando a hora certa de puxar a frouxa corda com mais ou menos vinte pessoas, que ali descem também.
Quando, finalmente, o motorista abre a porta, é como sentinela avançada e destemido pioneiro que dessas paragens do poente eu grito com força, eu sou passageiro!

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