Moradores se revoltam com ação na Flona Bom Futuro

Rafael Abreu

Os moradores de Rio Pardo denunciam pressão e abuso de poder feito por fiscais e policiais da operação ambiental na Floresta Nacional do Bom Futuro. Segundo o presidente da Associação dos produtores rurais de Nova União e Rio Pardo (Aspruno), Salvador da Cruz Filho, a Força Nacional e os fiscais do Instituto Chico Mendes (Icmbio) estão provocando a comunidade para que percam a cabeça e façam irregularidades na unidade de conservação. “Querem que a gente desanime e perca a cabeça, logo na reta final do projeto de lei ser aprovado”, afirma.
O presidente da associação diz ainda que o acordo feito dois meses atrás na manifestação em frente à Usina de Jirau, não está sendo cumprido. “Isso está deixando as pessoas da Flona revoltadas, e a qualquer momento os moradores podem partir para um protesto jamais visto no lugar”, disse. Ele explica que a manifestação pode acontecer, pois fecharam os dois únicos postos de combustível da vila de Rio Pardo aplicando multas milionárias, e ameaçaram fechar o comércio e retirar os gados notificados. “No último domingo (20/9) chegaram na vila por volta das 15 horas usando a força, balas de borracha e spray de pimenta, nesta ação a Força Nacional arrancou as duas bombas dos postos de gasolina, deixando multas no valor de um milhão de reais e outra de R$ 6 milhões para os proprietários dos postos”, revelou ele. “Ninguém apresentou mandado judicial, nem documento para fazer as apreensões”, enfatiza Cruz Filho.
De acordo com o presidente sem a gasolina a comunidade fica sem energia, não pode se deslocar para as cidades mais próximas e impossibilita a sobrevivência dos moradores. “Sem a gasolina e diesel não tem como fazer nada, fica tudo parado”, completou. Em relação ao fechamento dos comércios o presidente da associação argumentou que a ação é ‘intimidadora’ pois sabe que os moradores precisam comprar açúcar, remédio e o óleo. “O governo federal e o estadual precisam entrar em acordo o mais rápido possível porque está situação está colocando a população em pânico, e os moradores vão se organizar para fazer uma manifestação à pior de todas contra essas ações”, finaliza o presidente da Aspruno.
O chefe da unidade de conservação, do Icmbio, Paulo Volnei Garcia, desmentiu as denuncias dos moradores da Flona. “O Instituto Chico Mendes não precisa de ordem judicial para fazer fiscalização na unidade de conservação é da obrigação do órgão fazer a qualquer momento vistoria na flona, outra que na ação do último domingo era para ser rotineira e autuar e fechar os postos de gasolina ilegais, uma atividade feita sem nenhuma licença ambiental e normas, entretanto, os moradores se revoltaram e tentaram fechar as pontes, e a Força Nacional agiu com tiros para cima, e uso do spray de pimenta para proteger os fiscais que se ficassem mais tempo na região poderiam acontecer um desastre”, explica. “Ninguém proibiu a entrada de mercadorias na vila, isso é mentira, também eles não ficaram proibidos de usar gasolina e diesel, pois está liberado entrar 400 litros de combustível por semana, o que foi feito foi uma ação para parar uma atividade perigosa que era os postos de gasolinas, apenas isso”, completou.
Para terminar Paulo Volnei disse que não houve feridos e nem tiros nas pessoas “Estão querendo inflamar a situação para fazer que o acordo político seja realizado com urgência”, falou ele.

1 comentários:

Rafael Abreu disse...

Rafael Abreu? Falando sobre meio ambiente? E não sou eu? Nossa, pirei! rs

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